É em noites assim,
De solidão,
Quando o vazio toma conta da alma
Que vemos,
Como as novas gerações mudaram o mundo,
E como este mundo mudado
Tornou-se hostil
Para as pessoas sensíveis
Que ainda cultivam valores
Que não se traduzem em moedas.
A distancia entre os seres,
O gelo nos corações,
As virtudes esquecidas
Trocadas por breves beijos
Com volúpia e sem sentimento.
Os muros que cercam os corações
Tornando-os incapazes de amar.
Os olhos que se olham por olhar,
E os beijos que já não tem pureza,
Os corpos tão juntos
E ao mesmo tempo tão distantes,
Separados por abismos intransponíveis
Fechados cada qual em seu universo.
Todos procuram alguma coisa,
Que talvez nunca tiveram,
Criaturas perdidas entre sensações novas,
Mulheres que se deixam usar
Como se fossem verdadeiros bens de uso,
Que esqueceram suas virtudes
De mãe, companheira e amiga,
Que preferem serem amantes
A serem amadas,
Que trocam sua pureza,
Muitas vezes mais do que isso,
Trocam sua dignidade.
Porque as pessoas já não amam?
Será que amor se transformou
Em uma palavra vazia,
Sem sentido?
Sem valor?
É difícil prever o futuro
Feito por seres gerados
Por prazer e sem amor.
Que mundo estamos construindo hoje,
Para as gerações que virão?
Qual é o exemplo que vamos deixar?
Para nossos filhos,
Para os filhos de nossos filhos,
Para os filhos dos filhos de nossos filhos?
2002
(Com 11 anos e atual...)

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