domingo, 30 de junho de 2013

LUGARES INCERTOS


Eu busquei estrelas
Em um céu negro e triste.
Eu busquei perfume,
Em flores mortas e secas.
Fiz buscas certas
Em lugares incertos
Busquei florestas nos mares
E flores nos desertos...


2013 

Este é meu ultimo poema, é algo meio sombrio e triste, fala de escolhas erradas e buscas incessantes... 

sábado, 22 de junho de 2013

CANTO AOS ANCESTRAIS


                      I

Depois da longa cavalgada
Cheguei às montanhas,
E seu fascínio me envolveu
O mesmo silencio secular
Quebrado apenas pelo vento
Vento que talvez tenha ele mesmo
Balançado os cabelos de meus ancestrais.
Fiquei ali parado em comunhão
Sentindo o pulsar da natureza em
Meu espírito indômito
Como se não fosse a primeira vez
Que meus pés pisassem aquela relva...
Senti então o chamado do sangue
Do índio que um dia eu fui
Altivo e orgulhoso de mim
Antes que o branco chegasse
Para roubar o meu povo.
Senti asco de minha pele
Pertencer agora a mesma raça de meus
Assassinos...
                           
                               II

E no pé da montanha sagrada
Entoei preces ao grande espírito
(Que talvez nem fosse tão grande assim)
Pois permitiu que um povo
Fosse exterminado por inteiro
Apenas por ter a pele mais escura.
Pude sentir em meu intimo
O clamor das batalhas
Cujo meus ancestrais venderam
Bem caro a derrota,
E nesse encontro comigo
Tendo como testemunha apenas
O vento, e no alto das montanhas
As águias que voavam silenciosas
Como se entendessem meu pranto
O mesmo pranto dos derrotados
Caídos no campo de batalha...

2008



Este poema escrito em duas partes, é uma especie de homenagem a todos aqueles trucidados na América do norte em nome de um progresso e do chamado desenvolvimento, palavras belas que apenas mascararam a avidez e a cobiça dos "homens civilizados".

domingo, 16 de junho de 2013

PRINCESA


Era como uma flor,
Rosa vermelha, perfumada,
Irradiando simplicidade e beleza
Como um toque de mãos delicadas
As mãos de minha princesa.

Meu reino entreguei,
A um sorriso encantador
Cujo olhar prometia
Humildade e uma promessa de amor
Andarilho e sem rumo
Deixei então de ser
O amor verdadeiro encontrei em você

Lábios doces como mel
Espírito puro como cristal
O coração uma mina de amor
Por traz de um sorriso angelical
O teu carinho fez de mim
Livre para voar
Diante de ti deposito
O amor que tenho para te dar.


2001

Este poema contem rimas bastante simples e ao mesmo tempo muito complexas devido ao segredo que ele guarda. É um poema bastante simples, como tudo o que escrevo, mas, que foi muito bom tê-lo escrito...


domingo, 9 de junho de 2013

FAZ TEMPOS

Faz tempos que minha poesia,
Não faz poemas belos...
Apenas retrata sentimentos confusos
Em seus versos singelos...
Faz tempos que me vejo,
Apenas a mirar o horizonte...
E a poesia, a poesia em si,
Parece não querer jorrar da fonte...
Faz tempos que me guardo em silencio,
Sem querer falar do que sinto...
Pois sempre que falo de sentimentos,

Não falta alguém pra dizer que minto...

2013

sábado, 1 de junho de 2013

PORTA ABERTA


Você saiu,
Não sei se por descuido
Ou de propósito,
Deixou a porta aberta atrás de si
E teus bens mais valiosos
Espalhados pelo chão.
Você saiu,
Não se preocupou
Se alguém entrará pela porta aberta
E se apossará do que ficou
Para trás.
Talvez tenhas abandonado
Talvez apenas esquecido
Mas existem bens que depois de perdidos
O dinheiro não tornará

A trazê-los de volta...

2013

Este poema fala do que muitas vezes acontece nos relacionamentos, o descaso, o descuido com o outro, o esquecimento de avivar a chama da paixão no dia-a-dia, que acaba por distanciar os seres e enfraquecer os sentimentos.