domingo, 28 de julho de 2013

APENAS POEMAS


Tantas vezes quiseram sufocar,
Calar, amordaçar, extinguir...
Tantas vezes quiseram um nome,
Sobrenome, rosto, endereço...
Tantos anos escrevi e guardei
Poemas destinados a gavetas escuras
Agora escrevo para o mundo
Para as pessoas, para os seres, para a humanidade
Muitas perguntaram
Indagaram, questionaram, tudo em vão,
Suas duvidas, seus ciúmes,
Meu poema é todo essência,
Não tem rosto, musa ou dedicação,
Meu poema é para quem nele se vê
Para quem se identificar
Meu poema não é critica
Nem declaração de amor eterno

Meu poema é apenas poema...

2013

Este poema fala das dúvidas que sempre rondam a cabeça das mulheres, namoradas, dos poetas. Sempre perguntam pra quem? inspirado em quem? e não adianta dizer que os poetas nem sempre escrevem inspirados em alguém de carne e osso. 


sábado, 20 de julho de 2013

FLORES DE INVERNO


Nem todas as flores desabrocham
Na primavera.
Sim, são as mais belas,
As mais perfumadas
E as mais exuberantes.
Mas existem aquelas que
Mostram seu esplendor
No rigor do inverno,
Dão um toque colorido
Ao cinza invernal...
São elas as mais importantes,
Já que quando todas as outras,
Ocultam sua beleza e perfume,
Esforçam-se para dar
O seu melhor solitárias...


Lazaro Cruz

quinta-feira, 18 de julho de 2013

UMA ESTRADA CHAMADA VIDA


Andar por uma estrada chamada vida,
É encontrar uma surpresa a cada encruzilhada,
Pois caminhos se fazem, caminhos se desfazem,
Caminhos se separam e se unem
Sem que uma lógica seja obedecida.
Andar por uma estrada chamada vida
Às vezes quer dizer olhar para o futuro
E dar de cara com o passado.


Lázaro Cruz

domingo, 7 de julho de 2013

FÊNIX


Quando pensei que a poesia
Tivesse desistido de mim
Eis que ela aflora
E se mostra ainda mais impetuosa
Do que antes.
A inspiração adormece
Mas não morre,
E para quem traz a alma serena
A inspiração pede abrigo
Trazendo consigo a poesia
E a alegria de viver
E de escrever.


2007

JOELHOS RALADOS


Meninos normalmente ralam os joelhos
Uma brincadeira...
Uma distração...
Uma queda e pronto:
Joelhos ralados.
Dói bastante no começo
Lagrimas escorrem
Soluços ganham força,
Mas logo a dor diminui,
Logo outra travessura
Outra brincadeira toma o lugar
Da antiga que causou
Os joelhos ralados,
E a dor acaba sendo superada
Lagrimas e soluços
Trocados por sorrisos e alegria,
É assim, com todos os meninos que choram
Por joelhos ralados...


Lázaro Cruz

As vezes, aproveito a solidão da viagem da faculdade para soltar meus pensamentos e escrever meus poemas. este foi escrito no ônibus  enquanto a paisagem passava rápido pela janela meus pensamentos voavam alto para buscar a inspiração e falar de sentimentos usando uma linguagem cheia de metáforas e exemplificada em fatos do dia-a-dia.