sábado, 27 de abril de 2013

O POETA E O SILÊNCIO



Ouve minha voz Ó silencio;
E atende a minha suplica:
Faz-se presente
Aos ouvidos dela.
E diz a ela
Para olhar o sentimento
Não o poeta,
Que tão mal
Enlaça as palavras
Para expressar
Sua paixão.
Seu ardor,
Seu desejo.
Silencio,
Esconde-te num sussurro
De vento.
E vai até ela,
Beija seus lábios
Coisa que eu só posso
Fazer em sonho.
Vai silencio,
E traz através do nada
O sabor do beijo dela
Até os meus lábios sedentos.

2004

quinta-feira, 25 de abril de 2013

ALGUNS INSTANTES NUM VASO


Colhes a flor,
Porque a flor é bela.
Ao arranca-la de sua planta,
Tentas capturar e,
Se apossar de sua beleza,
De sua fragrância,
E de sua delicadeza.
Consegues? Não!
Tiras da flor a chance,
De viver mais,
De perfumar mais,
E de embelezar mais,
Em nome de um
Brilho fugaz,
De alguns instantes em um vaso...

2013

(Escrevi este poema inspirado por ver uma garota que saía da aula, colher uma flor de uma árvore para alguns metros adiante, joga-la no chão. Procurei, ilustrar fatos verdadeiros nos versos deste poema, como um motivo de reflexão para todos nós.)


segunda-feira, 22 de abril de 2013

TE QUIS TANTO...


Te quis tanto
Sem saber quem tu és
Sem saber nada de ti
Nada alem do que me disse
E mesmo assim eu te quis tanto.

Te quis tanto
Que me iludi em tentar
Em ser diferente pra você
Ser mais do que um desejo
Ser um sentimento.

Te quis tanto
Que pensei mais em você
Do que em mim
Fui tão generoso
Que me tornei egoísta....


2011



domingo, 21 de abril de 2013

CARTAS E CORAÇÕES



Se não fosse por amor,
Eu não jogaria tão alto...
A aposta é grande demais
Se meus trunfos também
Não o fossem...
Por isso jogo sem medo
Todas as minhas fichas
(E também minha felicidade)
No que meu coração sente.
Tudo o que quero é que você,
Ache que tudo é um blefe
E pague para ver...

2007

(Este poema fala do risco de jogar sentimentos. Da necessidade de sentimentos verdadeiros para que as apostas sejam seguras.)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

PÁGINAS QUE NÃO ESCREVI




Tu me fazes lembrar
Alguém que tive e perdi.
Alguém que foi importante
Que ficou em páginas que virei e esqueci.

O mesmo sentimento doce
A embalar meus sonhos tantos
Aos quais cultivei em rosas
Que depois colhi em prantos.

Não sei se em teu coração há lugar para mim
Nem sei e dou meu amor a ti.
Mas quero que sejam diferentes
As páginas que eu ainda não escrevi.

2005

(Este é mais um daqueles poemas simples e que esbanjam sentimentos. Ele traduz em palavras a nobreza dos sentimentos que o coração carrega.)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

REFLEXOS... APENAS REFLEXOS



Às vezes você me pede
Mais carinho, mais atenção,
Mais gestos de gentileza...
Às vezes você quer minha presença
Meu ser, minha essência.
Eu quero teus beijos
Teus carinhos, teus afagos...
Mas, ao mesmo tempo,
Esbarro nas duvidas cruéis
Que você plantou em  mim.
Como me entregar de novo
E pensar que outro tocou você?
Como querer te cobrir de afagos
E lembrar-se de coisas assim?
Sim meu amor,
Minhas ações são reflexos,
Apenas reflexos...

2013

(Este é meu mais recente poema, que fala de ações e reações  De coisas que todos os relacionamentos passam, por duvidas e ressentimentos mútuos.)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

PÁGINAS AMARELADAS DE MEUS POEMAS



Quando no futuro olhares para traz
Verás que te amei.
Esse amor ficou em
Páginas amareladas de meus poemas
Mas não perdeu seu brilho.
Quem sabe hoje
Você comece a mudar o amanhã,
Abrace essa causa comigo
E lute a meu lado.
Temos duas opções,
Ou desfraldamos nosso estandarte
E lutamos abraçados
Por um mesmo sentimento,
Ou morremos separados
Imaginando o que poderíamos
Ter vivido juntos...

2010

ASSIM SOU EU...



Assim sou eu,
Alguém apaixonado por você
Que nem sabe como fazer
Para demonstrar o seu sentimento.

Assim sou eu,
Alguém carente procurando afeto
Meu olhar sorri se estas por perto
E chora se estás distante.

Assim sou eu,
Alguém que muito amou nesta vida
E que hoje carrega as cicatrizes
De amores frustrados.

Assim sou eu,
Paciente e enamorado
Acreditando que o amor prevalecerá
Apesar das incertezas...

2007

(Eis um poema simples, de alguém simples e completamente apaixonado. São versos singelos que transbordam um sentimento que não cabia num só coração...)

sábado, 13 de abril de 2013

ANTAGONISMOS


Lugares que passei contigo...
Coisas simples que fiz contigo...
Comidas que comemos juntos...
Bebidas que bebemos juntos...

Mesmos lugares que passei sozinho...
Mesmas coisas simples que fiz sozinho...
Comidas que comi sozinho...
Bebida que bebi sozinho...

Noites que passamos abraçados...
Manhãs que te acordei com beijos...
Passeios que fizemos de mãos dadas...
Tristezas que passamos e nos amparamos...

Noites que passo sozinho...
Manhas que não encontro quem acordar...
Passeios solitários com mãos nos bolsos
Tristezas sem quem ampare...

Tantas coisas, tantos sentidos,
Que juntos pareciam tão belos
E que agora distantes
São lúgubres e sombrios...

Você que fazia de um raio de sol
O meu arco Iris particular
Levou-me as nuvens e me jogou no chão,
Deu-me o sorriso para me mostrar as lagrimas...

2013

(Este é um poema bem recente, que fala de coisas feitas a dois e as mesmas coisas feitas sozinho. É uma leitura simples de coisas cotidianas vistas de um prisma diferente do vivido em outro momento.)

SEGREDOS



São tantos sentimentos quase bobos
Murmurando seus segredos para mim,
Quando eu te vejo, sinto estes sentimentos pulsando,
Com uma força quase incontrolável em mim.

Sensações que se misturam num instante
Que de tão breve parece durar menos de um segundo,
Em que você passa indiferente aos meus suspiros
E se transforma em personagem de meu mundo.

2006

(Um poema quase bobo que carrega uma dose imensa de sentimentos e paixões.)

PARA UM HOMEM QUE AMA UMA MULHER




Sinto que caminho em um outro rumo,
E que todas as pessoas
Vem em direção a mim.
Todas parecem alegres e sorridentes
Indo ao contrario do que eu.
Só eu estou cabisbaixo
E sem um sorriso estampado
Em meu rosto,
Enquanto sigo em frente.
Elas vem de mãos abanando
Eu, carrego um fardo muito grande
Muito pesado,
Quase alem das minhas forças,
Mas continuo com ele nos meus ombros
Como se o cansaço não me fustigasse,
Pois neste fardo vai toda a minha esperança.
Continuo caminhando para
A direção que acredito ser certa,
Não me importo quando me dizem
Que sou eu que estou errado,
E que devo seguir em outra direção.
Fecho meus ouvidos para as criticas
E só escuto o que diz o meu coração,
Pois ele é meu guia
E me diz que devo lutar por aquilo
Que eu acredito,
Mesmo que isso signifique
Andar na contramão do mundo,
E seguir uma rota contrária
A da maioria das pessoas.
Pois ninguém sabe o tamanho
Dos meus sentimentos, alem de mim
E se luto por uma causa
É porque acredito nela,
E tenho certeza que ela é verdadeira,
E perfeitamente alcançável.
Apesar das criticas
E da incredulidade das pessoas cegas
Que nunca amaram e não sabem
Do que um amor verdadeiro
É capaz...

2006

quarta-feira, 10 de abril de 2013

POEMA DE INVERNO



Sinto o meu coração palpitar
Mais forte
Quando te vejo passar
Na avenida dos meus sonhos.
Desejo ardentemente que
A sorte,
Venha colorir
A bruma deste meu céu risonho.
E na ardente ânsia
De ter-te,
Fecho os olhos,
Para imaginar sentir teus lábios.
Mesmo sabendo que a distancia
Que existe,
Não é menor
Que a dos leigos aos sábios.
Para ti, um poeta com os olhos
Rasos d’água
Abre a alma,
Na simplicidade de um soneto.
Para quem sabe,
Calar a mágoa
No calor de um sentimento.

2004

(O inverno retratado nesta obra não é aquele que falo tanto em poemas que cito o frio, a neve e os dias nublados, este inverno, é o inverno da alma e dos sentimentos, o pior e mais rigoroso invernos que se pode enfrentar)

FUGA



Há momentos em que eu fujo
E não sei do que estou fugindo,
De alguém?
De mim mesmo?
Fujo, talvez para encontrar um abrigo;
Para proteger minha fragilidade
Contra as intempéries da vida.
Fujo, não sei se para evitar
De encontrar-me com mim mesmo,
De defrontar-me com o que sinto
Com o que vejo.
Com as coisas que eu acreditava serem verdadeiras
E que hoje não existem mais.
Não sei,
Se fugir é o caminho,
Se evitar esse encontro comigo
É o mais correto?
Mas continuo fugindo
Covarde,
Sem coragem
De olhar nos meus próprios olhos
De enfrentar os velhos desejos
E dizer NÃO.



2002

(Quem nunca passou por momentos em que teve necessidade de sumir, evaporar? pois é, este poema fala desses momentos onde parece que falta tudo, inclusive forças pra lutar.)

terça-feira, 9 de abril de 2013

SE ESTA NOITE EU PUDESSE CONTAR ESTRELAS



Cavalgando pelas montanhas de um restrito mundo,
tento organizar as imagens azuis celestes
E guardo desejos de baixo de minhas vestes
Feito a boca carnuda de um profano motociclista
Como a gota de suor de um corpo nu aos olhos do artista
Por ali passaram amantes dos seus olhos e deixaram evidências.
 Ainda tento descobrir se neste céu alaranjado
tem segredo maior que a voz rouca
que soa em meus ouvidos pela calçada.

Colaboração de: Franciéli dos Santos Domingues
(2009)

(Conforme disse na apresentação do blog, este está aberto a colaborações de pessoas que queiram publicar suas obras. A única restrição é que sejam obras próprias e que a pessoa seja seguidora deste blog. Esta é a primeira colaboração que tive, um poema carregado de erotismo e sensualidade.)

ERA VERÃO



Era verão, eu me lembro...
E você apareceu,
Do nada,
De surpresa,
Ofertando-me amor
Pedindo-me carinho, proteção e afeto.
Abriu-me tua vida,
Entrou na minha...
Sem pedir licença,
Sem bater a porta,
Simplesmente entrou.
Dando-me tudo de si,
Levando tudo de mim.
E eu te levei a serio,
Larguei tudo
Para ir contigo.
Para onde pensávamos encontrar
A tal felicidade.
Eras a mulher perfeita,
Amante, amiga,
E às vezes até mãe...
Eras a sombra a seguir meus passos,
E eu te dei
O que me era mais sagrado,
O meu coração...
E uma aliança com meu nome.
Imaginei uma igreja no campo,
Você vestida de branco,
 E eu te esperando no altar.
Um beijo apaixonado,
E, finalmente
Você seria a minha mulher.
Com sacrifício e luta,
Fui construindo o nosso mundo,
Era simples,
Mas era o nosso reino,
Onde só deveria haver
Amor e felicidade.
Também era verão,
Infelizmente não esqueço,
E o amor deu lugar ao ciúme.
Meu, não nego
E você, mãe, amante, companheira,
Não conseguiu entender meus motivos,
E justo eu,
Que sempre fiquei a teu lado,
Naquele momento te abandonei.
E você,
Que era a sombra a me seguir,
Não conseguiu perdoar-me.
Só restou a separação,
O reino dividido,
Os corações em pedaços,
E os sonhos destruídos.
Hoje é inverno,
O frio congela meu rosto,
Lembro do teu calor
E tenho saudades,
De você...
De nós dois...
Dos sonhos que tivemos que abandonar.
Tento esquecer,
Mas não consigo.
Ainda há
Os cacos de um coração
Para lembrar do sonho
Que virou pesadelo...

2002

(Sonhos desfeitos, Relacionamentos acabados, solidão. Este é o tempero deste poema que conta uma história verídica que foi muito bela e teve um final infeliz, ou seja, um conto de fadas ao contrario.)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

PELA JANELA


Enquanto teu orgulho besta
Te leva a perder chance
Atrás de chance
De estar em meus braços,
Eu estou aqui,
Olhando a vida passar pela janela
A sonhar sozinho
Com uma outra realidade
E com momentos que não
Voltarão a acontecer.
você reclama
E diz que eu sou errado
No fundo, talvez meu erro
Seja esperar por quem não quer vir
E apenas ficar olhando
A vida passar pela janela...

2013

(Tempo perdido, esperas por quem não vem, estes são as temáticas deste outro poema recém escrito.)

ESPELHOS RABISCADOS


Espelhos rabiscados não consertam
Corações e portas quebradas...
Cicatrizes e mágoas
Também não se escondem
Atrás de um beijo de batom.
Lagrimas não brilham no escuro
E o silencio não preenche o vazio,
Mas, que vazio é este,
Que lagrimas são essas?
São minhas, são tuas ou são nossas?

2013

(Este poema inaugura os do ano de 2013, abrindo uma seção de poemas mais sombrios e carregados de sentimentos mais duros.)

AMANTES



Deixe que eu toque teus lábios
Com beijos suaves e ternos
Não tenha medo que eu a abrace
E sinta o pulsar de teu coração.
Feche teus olhos,
Sinta meus beijos,
Deixe que eu a toque
Para sentir a maciez de tua pele
E o arrepio percorrer teu corpo.
Deixa-me desnuda-la de tua timidez
Quero deslizar pelas tuas curvas
Mergulhar fundo na carne.
Arranhe minhas costas
Enquanto sugo tua seiva,
Lambuzando-me com o néctar
Sagrado do teu prazer.
Deixe-me possuí-la
Com amor,
Com uma certa dose de tara
Mas, com absoluto envolvimento
Morde minha orelha e geme
Enquanto teu corpo treme
Num leve torpor
Numa sensação indefinida
Que talvez não tenha sentido antes.
Sem medo, sem remorso ou culpa
Apenas amantes

2005

domingo, 7 de abril de 2013

SEMENTES



É em noites assim,
De solidão,
Quando o vazio toma conta da alma
Que vemos,
Como as novas gerações mudaram o mundo,
E como este mundo mudado
Tornou-se hostil
Para as pessoas sensíveis
Que ainda cultivam valores
Que não se traduzem em moedas.
A distancia entre os seres,
O gelo nos corações,
As virtudes esquecidas
Trocadas por breves beijos
Com volúpia e sem sentimento.
Os muros que cercam os corações
Tornando-os incapazes de amar.
Os olhos que se olham por olhar,
E os beijos que já não tem pureza,
Os corpos tão juntos
E ao mesmo tempo tão distantes,
Separados por abismos intransponíveis
Fechados cada qual em seu universo.
Todos procuram alguma coisa,
Que talvez nunca tiveram,
Criaturas perdidas entre sensações novas,
Mulheres que se deixam usar
Como se fossem verdadeiros bens de uso,
Que esqueceram suas virtudes
De mãe, companheira e amiga,
Que preferem serem amantes
A serem amadas,
Que trocam sua pureza,
Muitas vezes mais do que isso,
Trocam sua dignidade.
Porque as pessoas já não amam?
Será que amor se transformou
Em uma palavra vazia,
Sem sentido?
Sem valor?
É difícil prever o futuro
Feito por seres gerados
Por prazer e sem amor.
Que mundo estamos construindo hoje,
Para as gerações que virão?
Qual é o exemplo que vamos deixar?
Para nossos filhos,
Para os filhos de nossos filhos,
Para os filhos dos filhos de nossos filhos?

2002 


(Com 11 anos e atual...)

A FLOR DO LÓTUS



Hoje a compaixão só é pregada nas igrejas
Mas os seus fiéis já não querem mais Saber
De usa-la...
E o que pensar da humanidade,
Qual o seu futuro se continuar mergulhada
Nesse mar de hipocrisia, egoísmo e desamor?
Fecham seus olhos para não ver
Seus irmãos que sofrem e imploram por ajuda,
E na missa de domingo, rezam ao pai
Pedindo que ele livre o mundo do mal.
Mas quando alguém bate a sua porta
Implorando piedade, a resposta é sempre a mesma:
“_Você mesmo cavou o seu buraco...
...Agora, saia dele sozinho.
E vem me dizer que o mal do mundo
São as drogas.
E querem combater os traficantes.
Mas não querem ver,
Que o verdadeiro mal
É a solidão, o descaso e o abandono.
Se houvesse mais amor entre as pessoas
Nossas crianças não brincariam tanto
Nessa roleta russa.
E enquanto estou aqui pensando
Mais uma carreira desapareceu
E eu continuo aqui,
Drogado e só...

2002

(Este poema teve um fato peculiar. O escrevi e não sabia que titulo daria para ele. Aí, em sonho me veio "A flor do Lótus". Fiquei sabendo depois que a flor do Lótus tem propriedades místicas.)

FRAGMENTOS III



                        FRAGMENTOS III

“Desprezo a vitoria sem luta,
Prefiro batalhar muito por algo,
Pois se for derrotado é porque não era merecedor
E se for vitorioso saberei valorizá-la...”

“O amor é de ouro,
Valioso mas, pode ser derretido,
A amizade é diamante,
Indestrutível, porem pode ser lapidada...”

“Mergulhamos fundo no oceano,
Em busca de pérolas,
E as vezes as perolas mais valiosas
Estão na beira da praia...”

“Sinto inveja do vento,
Ele pode te abraçar, beijar teu rosto,
Embaraçar teu cabelo....
Sinto pena do vento,
Mesmo com tantos poderes, não pode
Receber teu abraço e teus beijos...”


(Este é uma junção de pequenos pensamentos sobre vários assuntos...)

VIRTUDES MORTAS



VIRTUDES SEPULTADAS

Cada vez me surpreende mais
Como as pessoas usam a palavra amor
De uma forma tão vazia e vulgar.
Às vezes o mundo me assusta
Ao ver a forma que as pessoas convivem
Sepultando sentimentos e virtudes...
É esse o preço a ser pago pela evolução?
É isso que chamam de avanços?
A globalização é a causa de tanto desamor?
Prefiro ser retrógrado,
Cultivar morais,
Sentimentos verdadeiros e sutis
Nadar contra a corrente
Contra essa onda de seres vazios
Que se beijam apenas por beijar...

2011 

(Este é um poema que fala de um assunto que abordo muito, ou seja, o quanto os sentimentos estão desvalorizados nos dias de hoje. E infelizmente isso não tem previsões de mudança, a não ser para pior...)

OBSTINADO



OBSTINADO

Eu prefiro continuar entendendo
O que eu nunca entendi,
Do que ficar olhando para traz
Para as lagrimas que eu deixei cair.
Eu prefiro continuar andando
Apesar das quedas,
Do que ficar me lamentando
Por tudo aquilo que eu não vivi.
Eu prefiro lutar, e morrer combatendo
Do que me entregar, e passar toda a minha vida
Lamentando minha fraqueza.

2006 

(Este é pra quem pensa em desistir de alguma coisa, por achar que é difícil e que não tem condições de fazer. Desistir nunca é a saída.)

MIL VEZES



MIL VEZES

Já diziam os sábios
Que uma mentira contada
Mil vezes
Se torna uma verdade.
Então me ponho a crer
Que um sonho sonhado
Mil vezes
Se tornará também,
Uma realidade.
Por isso sigo sonhando
(Embora sonhe sozinho)
Que um dia encontrarei
A tão almejada felicidade
De quem tanto ouço falar
E que tão pouco conheço...

2007

(Mentiras, verdades, sonhos e ilusões  estas são as temáticas deste poema escrito em 2007, em um momento muito criativo.  São questões que envolvem as vidas de todos nós, por isso, este poema sempre será atual.).