quarta-feira, 25 de setembro de 2013

OS BEIJOS QUE EU NÃO TE DEI



Foram dois beijos que guardei,
No lugar mais íntimo de minha alma
Para depositar nos teus lábios
E depois te abraçar com calma.

Foram dois beijos que guardei,
Num pequeno cofre dourado,
Como quem guarda uma jóia rara
O meu coração apaixonado.

Foram tantas as juras de amor
Que ensaiei até a exaustão,
Para falar-te olhando nos olhos
Enquanto te entregava meu coração.

Mas tremi, tremi na hora de falar.
Numa timidez típica de estudante
Em frente a sua amada
Não consegui falar nada naquele instante.

Fiquei só a te olhar,
Como um artista contemplando uma escultura
Hipnotizado pela visão,
Da mais bela das criaturas.

Foram momentos de magia
Olhar teus olhos, sentir o teu cheiro
E então o anjinho peralta
Com uma flechada acertou meu coração em cheio.

Senti-me como se estivesse levitando,
Como se eu fosse um verdadeiro ser alado
Queria sentir o calor do teu corpo
E ficar para sempre do teu lado.

A vida fez em mim sentido

E o poeta voltou a fazer poesia

Inspirado por um olhar
Que brilhava mais do que a luz do dia.

Uma lágrima rolou dos meus olhos
Quando de ti me afastei
Não sei se foi de emoção ou de tristeza
Pelos beijos que eu não te dei.

2001


Este é um poema muito antigo. conta uma historia quase verídica, em rimas simples, quase bobas...

EU TE AMARIA





Eu te amaria
Por noites inteiras,
Por dias inteiros,
Por semanas inteiras,
Por meses inteiros,
Por anos inteiros,
Pela vida inteira.
Eu te amaria,
Pelos séculos,
Pelos milênios,
Pela eternidade adentro,
Se você não passasse apenas,
De fruto dos meus sonhos.

2013


sábado, 21 de setembro de 2013

CUMPLICIDADE


Cumplicidade é entender
A palavra qual apenas a primeira
Silaba foi dita.
É compreender os gestos
Sem que estes tenham se completado,
É entender suspiros
Sussurros e olhares.
Cumplicidade é quando um olhar
Vale por mil palavras
Por mil sentimentos
Por mil momentos...

2013

MAÇÃS PODRES

Onde estão as maçãs
Vermelhas e suculentas
Que eu havia colhido?
Não posso fazer tortas
Com maçãs podres.
Maçãs podres servem apenas

Aos porcos...

2013

FRUTO PROIBIDO


Onde estavam teus beijos,
Quando eu beijava lábios alheios?
E teus braços,
Enquanto eu ofertava meus abraços?
Onde estava teu corpo,
Quando eu buscava calor?
Não sei onde estavas,
Mas o que importa é que agora
Estas aqui, Fruto proibido
Que degusto com prazer
E cujo sabor só me faz bem...


2013

PEPITAS


Um homem garimpava
Procurava fortuna, riqueza.
Procurava pelos desertos,
Procurava pelos vales...
Achou a primeira pepita,
Achou-a pequena demais,
Descartou-a e seguiu sua busca.
Encontrou a segunda,
Achou-a não totalmente pura
E também a jogou fora...
E assim, de pepita em pepita
Sempre achando um defeito
Nunca estava satisfeito e,
Seguia buscando...
Foi quando,
Na beira de um riacho,
Encontrou a maior,
A mais bela,
A mais brilhante
Pepita que seus olhos
Jamais tinham visto...
A riqueza e a gloria estavam garantidas
As dificuldades da procura
Tinham sido recompensadas,
A busca finalmente acabara.
Guardou cuidadosamente
Aquela bela pepita
Em seu alforje e,
Rumou para a cidade.
Ia sonhando de olhos abertos,
Com tudo o que a pepita
Lhe proporcionaria,
Até do cansaço ele esqueceu
E viajava rápido em direção
A realização dos seus sonhos...
Mas, ao vender a pepita na cidade
Foi que veio a surpresa:
A formosa pepita
Não passava de ouro de tolo
E não tinha valor algum.
As pequenas pepitas descartadas
Juntas formavam uma fortuna,
Enquanto que a grande pepita
Nada representava.
A cobiça leva a cegueira
E o que é belo não
Significa que realmente

Tenha algum valor...

2013

Este é meu mais recente poema. Analiso a alma humana e suas fraquezas. É uma história fictícia é claro, mas inspirada nos fatos da vida (Em todos os sentidos). 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

PASSAGEIROS


Quando o cansaço se reflete
Com o desanimo e a apatia
É hora de correr e,
Buscar o refúgio da concha.
Ficar quieto olhando o mar revoltoso
Na segurança dos que estão
A margem dos fatos.
Cansaço, desanimo e apatia
São estados de espírito
Como a coragem, a disposição e a determinação.
Passageiros...


 Lázaro Cruz

A CEGUEIRA DA VISÃO


Encanto e desencanto
Caminham de mãos dadas,
Lado a lado, em harmonia.
O que faz um se sobressair ao outro
É a cegueira da visão.
O deslumbramento leva ao encanto,
Olhos que se abrem ao desencanto.
A visão pode ser ludibriada
Por gestos e palavras gentis,
Mas, ninguém consegue
Manter a mascara por muito tempo.


Lázaro Cruz

Retornando a dar atenção ao blog, mais um poema novinho em folha, escrito esta tarde e falando de enganos e do quanto as pessoas passam uma imagem que na verdade não é real.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Escusas

Quero aproveitar este momento para me desculpar junto a meus amigos que acompanham este blog, pelo meu "desaparecimento"!
Em virtude de um momento turbulento em que terminava um semestre na faculdade e estava cheio de compromissos com os estudos, tive que deixar o blog meio jogado às traças.
Mas agora, com as coisas mais calmas, em férias, quero recolocar o blog em funcionamento e apresentar mais poemas meus.

Do fundo do meu coração, peço que perdoem meu sumiço!