Há momentos em que eu fujo
E não sei do que estou fugindo,
De alguém?
De mim mesmo?
Fujo, talvez para encontrar um abrigo;
Para proteger minha fragilidade
Contra as intempéries da vida.
Fujo, não sei se para evitar
De encontrar-me com mim mesmo,
De defrontar-me com o que sinto
Com o que vejo.
Com as coisas que eu acreditava serem verdadeiras
E que hoje não existem mais.
Não sei,
Se fugir é o caminho,
Se evitar esse encontro comigo
É o mais correto?
Mas continuo fugindo
Covarde,
Sem coragem
De olhar nos meus próprios olhos
De enfrentar os velhos desejos
E dizer NÃO.
2002
(Quem nunca passou por momentos em que teve necessidade de sumir, evaporar? pois é, este poema fala desses momentos onde parece que falta tudo, inclusive forças pra lutar.)

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