quinta-feira, 29 de maio de 2014

NO OCASO DA ALMA



O céu se tinge com as cores rubras do alvorecer
Recortado pelas nuvens brancas, no horizonte distante,
Beleza tanta, que meus olhos não podem deixar de ver,
O esplendor da natureza, nem mesmo por um instante.
Embriagado por emoção tamanha
Ouvindo os pássaros entoar suas canções gostosas,
Sensação esta que não me é estranha
As notas suaves, simples, mas melodiosas.
Não sou, nem saberia ser indiferente,
A tão grandiosa expressão de sublimidade,
Que gostaria de levar nos olhos, eternamente,
O êxtase que me dá tamanha felicidade.
Para quando, no ocaso da alma,
Desfrutar desta maravilha de Deus
Deslizar suave, no regato de águas calmas,
E me juntar aos outros, companheiros meus.

2006

Nenhum comentário:

Postar um comentário