domingo, 8 de junho de 2014
CANTO AO GUERREIRO CAÍDO
Entre tilintar de espadas
Gritos de dor e incentivo
Entre brados de guerra
E relincho de cavalos,
Um guerreiro cansado
Maneja com maestria
Uma espada ensanguentada.
Quantos inimigos caíram,
Quantos ainda cairão
Sob sua lâmina
Ele não sabe dizer.
Só sabe que suas forças se esvaem
E que o peso da batalha
Custa cada segundo
Um pouco mais.
Há esperança de vencer a guerra?
Há, pelo menos,
Chance de sobreviver?
Quando se alistou nas fileiras
Ele sabia da dificuldade
Para chegar à glória,
Mas não imaginava
Que os inimigos fossem
Vender a derrota a preço tão alto.
E a espada vibra em sua mão
E vai ceifando os inimigos
Mais próximos, mas
Mais inimigos vem
Substituir os caídos.
E ele, o guerreiro,
Sabe que seus limites
Já ficaram para traz
E que sua causa
Apesar de nobre, é perdida.
E no vermelho do sangue
Dos mortos, em sua face
Descem lágrimas de desespero
Por ver a derrota
Por não honrar seu reino
Por não salvar sua rainha...
2014
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário