quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

VELEIRO








Não sei se sou um barco
Perdido no meio da tormenta
Ou se apenas soltei as velas ao vento
Para que o destino me leve.

Não sei se há alguém no timão
Lutando para manter a rota,
Ou se meu piloto largou seu posto
E eu corro solto nas vagas.

Não sei se estou no rumo certo
(Nem sei se há um rumo certo)
Ou se minha quilha irá se esfacelar
De encontro a algum rochedo.

Não sei se há um porto a frente
Ou se meu destino é o fundo do oceano,
Não vejo a ventania como inimiga
(Tampouco como amiga).

Seguir navegando, sucumbir ao abismo,
Com timoneiro seguro, sem direção,
As vezes navegar e afundar se contrastam
Como lutar e desistir...

2013

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