Quantas vezes eu senti medo?
Quantas vezes me vi perdido em uma
floresta
Cercado de arvores imensas
Que pareciam querer saudar minha
passagem
Agitando seus galhos
Sob um vento invisível, como acenos
silenciosos.
Meus pés descalços correm
Desesperados por entre galhos e pedras
Procurando fugir de inimigos invisíveis
Animais ferozes, aos quais não tenho
Nada mais do que a velocidade de minhas
pernas
Para me defender.
Quando minha velocidade já não é
suficiente
E estou para ser pego,
Meus pés se afundam no chão úmido
E eu caio são e salvo em minha cama.
Era só um pesadelo...
2005
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