Um
homem garimpava
Procurava
fortuna, riqueza.
Procurava
pelos desertos,
Procurava
pelos vales...
Achou
a primeira pepita,
Achou-a
pequena demais,
Descartou-a
e seguiu sua busca.
Encontrou
a segunda,
Achou-a
não totalmente pura
E
também a jogou fora...
E
assim, de pepita em pepita
Sempre
achando um defeito
Nunca
estava satisfeito e,
Seguia
buscando...
Foi
quando,
Na
beira de um riacho,
Encontrou
a maior,
A
mais bela,
A
mais brilhante
Pepita
que seus olhos
Jamais
tinham visto...
A
riqueza e a gloria estavam garantidas
As
dificuldades da procura
Tinham
sido recompensadas,
A
busca finalmente acabara.
Guardou
cuidadosamente
Aquela
bela pepita
Em
seu alforje e,
Rumou
para a cidade.
Ia
sonhando de olhos abertos,
Com
tudo o que a pepita
Lhe
proporcionaria,
Até
do cansaço ele esqueceu
E
viajava rápido em direção
A
realização dos seus sonhos...
Mas,
ao vender a pepita na cidade
Foi
que veio a surpresa:
A
formosa pepita
Não
passava de ouro de tolo
E
não tinha valor algum.
As
pequenas pepitas descartadas
Juntas
formavam uma fortuna,
Enquanto
que a grande pepita
Nada
representava.
A
cobiça leva a cegueira
E
o que é belo não
Significa
que realmente
Tenha
algum valor...
2013
Este é meu mais recente poema. Analiso a alma humana e suas fraquezas. É uma história fictícia é claro, mas inspirada nos fatos da vida (Em todos os sentidos).

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