sábado, 21 de setembro de 2013

PEPITAS


Um homem garimpava
Procurava fortuna, riqueza.
Procurava pelos desertos,
Procurava pelos vales...
Achou a primeira pepita,
Achou-a pequena demais,
Descartou-a e seguiu sua busca.
Encontrou a segunda,
Achou-a não totalmente pura
E também a jogou fora...
E assim, de pepita em pepita
Sempre achando um defeito
Nunca estava satisfeito e,
Seguia buscando...
Foi quando,
Na beira de um riacho,
Encontrou a maior,
A mais bela,
A mais brilhante
Pepita que seus olhos
Jamais tinham visto...
A riqueza e a gloria estavam garantidas
As dificuldades da procura
Tinham sido recompensadas,
A busca finalmente acabara.
Guardou cuidadosamente
Aquela bela pepita
Em seu alforje e,
Rumou para a cidade.
Ia sonhando de olhos abertos,
Com tudo o que a pepita
Lhe proporcionaria,
Até do cansaço ele esqueceu
E viajava rápido em direção
A realização dos seus sonhos...
Mas, ao vender a pepita na cidade
Foi que veio a surpresa:
A formosa pepita
Não passava de ouro de tolo
E não tinha valor algum.
As pequenas pepitas descartadas
Juntas formavam uma fortuna,
Enquanto que a grande pepita
Nada representava.
A cobiça leva a cegueira
E o que é belo não
Significa que realmente

Tenha algum valor...

2013

Este é meu mais recente poema. Analiso a alma humana e suas fraquezas. É uma história fictícia é claro, mas inspirada nos fatos da vida (Em todos os sentidos). 

Nenhum comentário:

Postar um comentário